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Mulher M0rre Após Médico Estar Apressado e Abrir Sua Barr…Ver mais

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Morte de gestante após parto em hospital de Santos levanta suspeitas de negligência médica

Amanda Porfírio da Silva, de 33 anos, faleceu após permanecer dez dias internada na UTI do Hospital dos Estivadores, em Santos (SP). Segundo o marido, Thiago, a equipe médica teria insistido em realizar um parto normal, mesmo com o pedido explícito da gestante por uma cesariana. O caso está sendo investigado pelas autoridades, e a família acusa o hospital de negligência.

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De acordo com o boletim de ocorrência, Amanda deu entrada na unidade hospitalar no dia 12 de abril, já com recomendação médica para realizar a cesariana. No entanto, ao comunicar essa decisão à equipe de plantão, foi informada de que o parto normal seria tentado primeiro. Apesar da resistência da paciente e de sua família, os médicos iniciaram o processo de indução ao parto natural. Apenas no dia seguinte, diante do insucesso da tentativa, Amanda passou por uma cesariana.

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Após o parto, Amanda chegou a amamentar o filho recém-nascido e parecia estar bem. Porém, ainda no hospital, ela apresentou um sangramento interno e precisou ser levada novamente ao centro cirúrgico. Lá, teve complicações graves, incluindo falência pulmonar, o que levou à sua intubação. Mais tarde, foi submetida a uma cirurgia para retirada do útero. Thiago relatou que a esposa, embora semiconsciente, ainda se comunicava e se queixava do tubo respiratório.

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O quadro clínico, no entanto, se agravou rapidamente. Amanda sofreu uma convulsão, foi sedada e, após dez dias de internação, não resistiu. A família afirma que Amanda era saudável, havia realizado o pré-natal regularmente e não apresentava complicações anteriores.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como morte suspeita. O advogado da família, Lucas Pórpora, informou que também será apresentada uma denúncia ao Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) para apurar possíveis falhas éticas por parte da equipe médica. Além disso, medidas judiciais estão sendo preparadas para buscar reparação pelos danos causados aos familiares.

A Secretaria Municipal de Saúde de Santos declarou que todas as mortes maternas e infantis são analisadas pela Seção de Vigilância da Mortalidade Maternoinfantil. Já o hospital informou que os casos de óbito são revisados por uma comissão interna e, em casos como esse, também são submetidos à avaliação externa por órgãos sanitários.

Amanda deixou dois filhos, um recém-nascido e outro de nove anos, além de um marido em busca de justiça.

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